Ao Mestre Com Carinho
Direção: James Clavell
Título Original: To sir, with love
País: Inglaterra
Ano de Lançamento: 1966
Duração: 105’
Ator que interpreta o professor: Sidney Poitier
Talvez o maior clássico entre todos os filmes ambientados em escolas, Ao mestre, com carinho, de 1966, dirigido por James Clavell, tornou-se paradigma do que seria a representação de professores e alunos no cinema. Temos a narrativa da história da Mark Thackeray (Sidney Poitier), um engenheiro desempregado, natural da Guiana Inglesa, que aceita lecionar em uma escola de East End, bairro operário de Londres, enquanto segue à procura algo “melhor”.
Recebido, num primeiro momento, com resistência e desprezo por parte dos alunos, Thackeray vai conquistando aos poucos sua confiança até se tornar um herói e um exemplo para aqueles jovens. A tática utilizada pelo personagem de Sidney Poitier para conquistar sua classe consiste em abandonar os livros e transformar suas aulas em conversas sobre a vida, o trabalho, o casamento, o sexo, etc. Ao mesmo tempo, Thackeray prega a seus alunos, o asseio e a limpeza, mesmo que em meio à rebeldia, e a volta da gentileza na relação entre homens e mulheres.
O filme Ao mestre, com carinho joga, literalmente, os livros no lixo, valorizando, em contrapartida, coisas que sejam “úteis” para a vida daqueles jovens. Reside nesse debate sobre a utilidade das coisas ensinadas e a oposição entre a teoria e a prática, uma questão que permanece atual.
Em outro sentido, Ao Mestre, com carinho, em meio aos movimentados e rebeldes anos 1960, é um elogio ao professor “amigo da ordem” que entende a revolução e a rebeldia, desde que pacífica e limpa. Talvez a frase dita pelo mestre Thackeray em uma de suas aulas resuma, de certo modo, Ao mestre, com carinho: “Se quiserem cabelos compridos, lavem-nos”.