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"Club Silencio: melhor cena do filme Mulholland Drive". To change this title, or add tags or comments,
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“No hay banda. There´s no orchestra. Il n´y a pas de orchestra. It´s all recorded. It´s all in the tape”Encarando a realidade O Club Silencio é o quebrar das ilusões. Rita e Betty assistem a um espetáculo onde se afirma que não há banda, a música é gravada; tal reflete o caráter irreal do que temos estado vendo. É marcante a cena em que vemos uma mulher cantando, sabemos que é playback, mas ainda assim surpreendemo-nos quando ela cai no chão e a canção continua se ouvindo. Sabemos que não é real, mas continuamos resistindo. Há aqui uma referência a “La Llorona”, um mito mexicano que datará do tempo dos Aztecas e cuja história parece variar consoante as fontes, mas que, numa das versões, fala de uma mulher que matou os filhos por ciúmes do marido que a desprezou, vindo a suicidar-se, perseguida pela memória dos seus atos. Diz a lenda que se ouve o choro do seu fantasma, nas margens do rio onde ela se matou. Uma história não totalmente diferente da de Diane e que poderia sugerir que estamos perante memórias e fantasias do seu espírito. Mas faz mais sentido, em concordância com a obra e o imaginário de Lynch, assumir-se uma linha mais racional, quebrada pelas fantasias de uma mente atormentada em luta com demônios que só existem no interior da mente, i.e., não há aqui lugar para o sobrenatural. fonte: http://www.cinedie.com/mulholland_dr.htmPosted in Expansão da consciência
“No hay banda. There´s no orchestra. Il n´y a pas de orchestra. It´s all recorded. It´s all in the tape”
Encarando a realidade
O Club Silencio é o quebrar das ilusões. Rita e Betty assistem a um espetáculo onde se afirma que não há banda, a música é gravada; tal reflete o caráter irreal do que temos estado vendo. É marcante a cena em que vemos uma mulher cantando, sabemos que é playback, mas ainda assim surpreendemo-nos quando ela cai no chão e a canção continua se ouvindo. Sabemos que não é real, mas continuamos resistindo. Há aqui uma referência a “La Llorona”, um mito mexicano que datará do tempo dos Aztecas e cuja história parece variar consoante as fontes, mas que, numa das versões, fala de uma mulher que matou os filhos por ciúmes do marido que a desprezou, vindo a suicidar-se, perseguida pela memória dos seus atos. Diz a lenda que se ouve o choro do seu fantasma, nas margens do rio onde ela se matou. Uma história não totalmente diferente da de Diane e que poderia sugerir que estamos perante memórias e fantasias do seu espírito. Mas faz mais sentido, em concordância com a obra e o imaginário de Lynch, assumir-se uma linha mais racional, quebrada pelas fantasias de uma mente atormentada em luta com demônios que só existem no interior da mente, i.e., não há aqui lugar para o sobrenatural.
fonte: http://www.cinedie.com/mulholland_dr.htm
Posted in Expansão da consciência