Dj BK-One, conhecido por ser o dj de Brother Ali, lançou à dias o "Rádio do Canibal", um trabalho em que junta forças com Benzilla. Esta compilação a princípio assusta um pouco, olhando a toda uma fornalha de nomes fortes do hip-hop que preenchem o line-up do disco, e também pelo conceito geral do álbum. A dúvida principal era se uma compilação que juntava nomes como Scarface ao lado de Brother Ali, I Self Devine e Raekwon, podia ser coesa e sólida, mas BK-One e Benzilla dão a resposta numa perfeita mistura de underground com mainstream, uma sonoridade absolutamente avassaladora num cocktail de batidas e influências brasileiras, mesclando o funk e o hip-hop, sem nunca se deixarem ofuscar pelos nomes bem mais conhecidos que a dupla.Ao passar as várias faixas que compõem "Rádio do Canibal" encontrará uma lista impressionante de nomes, os solos que contribuem para uma parte interessante do disco, com Black Thought (The Roots) no seu habitual registo demonstrando um jogo de palavras muito inteligente, mas há também Blueprint ou Toki Wright, mas o que dá real beleza ao projecto é o emparelhamento improvável nas colaborações, como em "American Nightmare", onde Scarface e Brother Ali se juntam, ou "The True & Living", com Raekwon a juntar forças com I Self Divine.Com grandes liricistas a bordo, os instrumentais são digamos os remos deste barco ou acabaria por afundar, mas BK e Benzilla trazem uma lufada de ar fresco, desde o sabor do Bossa Nova, ao tempero do Samba, passando pela energia da música popular baiana, que acaba por guiar o ouvinte a um belo verão brasileiro. Faixas como "Eighteen to Twenty-One", "Blood Drive" ou "Call to Arms", exemplificam bem essa fusão entre América do Sul e a América do Norte, sem esquecer os excelentes interlúdios em Português, que além dos grandes testemundos, dão ainda mais autenticidade ao trabalho.Resumindo, é difícil competir com um álbum que promove tanta criatividade, diversidade, trazendo
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