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Sabe quando você nao está nem aí pra nada e acontece uma coisa que te tira do eixo? Na última segunda-feira, dia 05, estou eu chegando à faculdade e olho o mural - coisa que nunca faço - e descubro que dali a uma hora iria ter a abertura da UERJ Sem Muros com show de graça da Elza Soares. Eu já tinha ouvido falar disso, mas não sabia data, horário nem nada. No mesmo momento fui para o Teatro Odylo Costa, sem pegar fila nem nada adentrei o teatro e fiquei a espera da Elza.
Confesso que nunca fui fã, sabia de toda a história da vida dela, o romance com o Garrincha, a vida pobre no morro carioca, a perda recente do filho e suas 3 cordas vocais que fazem ela brincar com qualquer música que resolva cantar, mas sempre impliquei com os "GRRRRR" que ela sempre fazia e achava que uma senhora não deveria se comportar daquele jeito. Eu pensava isso, acredita? Cheio de moralismo idiota pra cima de Elzinha. Me danei. A primeira entrada no palco, com um longo verde de paetês, entoando o Hino Nacional à capela - ei Vanusa peça umas aulas a Elza - me deixou arrepiado e comovido em 10 segundos. Maravihoso.
As cortinas se fecham e Elza reaparece, vestido preto, cabelos rebeldes, uma banda de jazz ao fundo e um repertório brasileiro dos melhores que passou de Folhas Secas, de Nelson Cavaquinho, a Cry me a river junto a Juventude Transviada, de Luís Melodia. Elza e Stephany são absolutas. Enquanto canta ela não para de sambar, descer até o chão, rebolar aquele corpo esculpido por muita malhação, mas principalmente por uma genética que contraria as leis da natureza. Uma beleza impressionante, Elza é do time das cantoras que todos achamos feias, mas que no palco, exercendo o melhor dos ofícios, se enche de uma estranha aura que as tornam belas, essencialmente belas e atraentes.
Na segunda música eu já estava completamente apaixonado pela Elza, emocionado, impressionado, chocado com tanto vigor, raça e delicadeza. A surpresa não parava aí, a ent
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