Até o dia 15 de novembro o Rio de Janeiro é palco oficial do Festival Panorama de Dança, várias cias e bailarinos apresentam seus espetáculos em diversos pontos da cidade. É bem bacana e uma ótima oportunidade pra quem tem interesse por esse tipo de arte. Eu confesso que de tudo o que vejo durante o ano dança é o que menos aguça minha atenção, por isso esse ano resolvi dar as caras no Panorama.
Na última sexta deixei meu preconceito de lado e fui assistir a dois espetáculos. O primeiro foi o Projeto Coleções da Intrépida Trupe, apresentado no Palácio Gustavo Capamena, no qual quatro bailarinos interagiam com obras de arte feitas de ferro, uma bela metáfora entre a flexibilidade do corpo humano diante a rigidez dos objetos, ou além, uma metáfora sobre a vida e o que parece intransponível. Mas no final sempre há uma saída. Mesmo que estreita. Mesmo que banal.
A segunda apresentação da noite ficou com o francês Alain Buffard e sua ópera-rock (not) a love song, em cena três "bailarinos-cantores" fazem uma sátira a indústria hollywoodiana, destaque para a portueguesa Vera Mantero, uma ruivona portuguesa que dá espetáculo de humor e contorcionismo corporal e em Miguel Gutierrez, baixinho e até um pouco gordinho ele solta a voz e mostra que nem de corpos sarado vive o balé. Sem falar no figurino chiquérrimo que inclui Givanchy, Channel e Lacroix. Phyno!!!
Então não perca essa chance de ampliar seu campo cultural. Dança é muito legal e é pra todo mundo. Fica a dica!
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