Back in 1987 an Italian singer caused quite a bit of controversy due her tendency to flash a bit of nipple Janet Jackson style during her music video. Her name was Sabrina and the the music video was ‘Boys (Summertime Love)’ To date, it is one of the most downloaded videoclips on the [...]
Joel Netoneto.joel@gmail.com Concluí um dia destes, e após aturada ponderação, que a minha vida se pode definir em dois momentos: “antes de descobrir o golfe” e “depois de descobrir o golfe”. Não foi a única vez que tentei definir o meu momento de charneira. Houve uma altura, por exemplo, em que a vida me pareceu dividir-se entre “antes de o Sporting ganhar o campeonato do ano 2000” e “depois de o Sporting ganhar o campeonato do ano 2000”. E outra ainda, mais para trás, em que me parecera dividir-se entre “antes de Sabrina cantar o ‘Boys, Boys, Boys’” e “depois de Sabrina cantar o ‘Boys, Boys, Boys’ – e sobretudo ajeitar distraidamente a bordinha do biquíni ao sair da piscina, a meio do teledisco”.Exercícios estéreis. À vitória do Sporting faltou sempre a anagnórise: nunca houve aquele instante de reconhecimento, nunca houve esperança na concretização do sonho – e portanto a catarse final pareceu-nos sempre um tanto irreal. Com Sabrina, a mesma coisa: houve anagnórise, que esperança era coisa que não me faltava naquela idade – mas, hélas, falou a catarse. Até que, como que por milagre, descobri o golfe, que finalmente cumpria a tragédia grega do princípio ao fim: a hybris, ou a arrogância auto-confiante; o pathos, ou a sobre-emocionalização do sujeito e do seu público, no caso próxima da depressão; a anagnórise, ou o reconhecimento do imenso poder do adversário, quase sempre o campo; e a khatarsis, ou catarse, ou mais simplesmente ainda desenlace.Desde então, vivo num inferno. Num paraíso e num inferno ao mesmo tempo, vá lá. Paraíso porque, no intervalo das angústias e das irritações e do extraordinário sentimento de impotência provocado pelos caprichos da bola, pela imprevisibilidade da relva e, sobretudo, pela minha profunda e imensa estupidez, eu consigo efectivamente divertir-me. Inferno porque, mesmo no melhor dos dias, em que faço 80 pancadas, resta a angústia, a irritação e o extraordinário sentimento de impotên